A exposição sobre as trajetórias de lutas e conquistas do Movimento Social Organizado LGBTI+ no Rio de Janeiro e no âmbito nacional celebra os 30 anos do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, fundado em 21 de maio de 1993. A exposição narra as lutas contra as discriminações e as conquistas pelos direitos LGBTI+.
“…ao propormos a publicação Quando ousamos existir: itinerários fotobiográficos do Movimento LGBTI brasileiro (1978-2018), o que queremos é provocar a memória do ativismo LGBTI, buscar com ela a socialização de narrativas memorísticas e o direito de contar suas ações de existência /resistência.”
É uma breve mostra sobre a história das Paradas do Orgulho LGBTI+ do Rio de Janeiro, realizadas na Cidade do Rio de Janeiro, que hoje é parte das mais de 300 manifestações realizadas no Brasil. Nossas edições nos últimos anos, tem reunido mais de 1,2 milhões de pessoas.
“Os acervos da memória LGBTI+, constituídos em resposta a um silenciamento institucional que atravessa os séculos, conjugam a memória íntima e afetiva dos arquivos pessoais com o ativismo memorial que insiste em resistir contra as opressões arquivísticas do tempo presente. Como direta consequência da criação de novos arquivos vivos…”
A Tese tem como objetivo analisar as questões de expressão de gênero materializadas na relação entre corpo e traje; e as diferentes formas de apropriação dessas questões pela Museologia, tendo como caso de estudo o Memorial de Arte Transformista – parte da exposição “Amor e Luta – Trajetórias do Movimento LGBTI+ Carioca e 30 anos do Grupo Arco-Íris” de novembro a dezembro de 2023.
Este artigo se propõe a descrever e analisar, a partir de um estudo de caso, as concepções, diretrizes e metodologias que devem direcionar a atuação do museólogo no contexto de museus comunitários, em diálogo com o pensamento de Paulo Freire, entrelaçando-as às experiências vivenciadas no Museu Movimento LGBTI+.
O presente trabalho visa relatar a experiência de graduandos no curso de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO no processo de musealização do acervo do Grupo Arco-íris de Cidadania LGBTI+ para a criação do Centro de Memória e Formação LGBTI+ do Rio de Janeiro e do Museu em Movimento LGBTI+ em 2019.
In this short paper, we bring together a description of the experience of Museology students and researchers who are part of the Experimental Museology and Image Group, linked to the postgraduate program in Museology and Heritage of the Federal University of the State of Rio de Janeiro (UNIRIO).
Em um encontro virtual e atento, conversamos com Márcio Caetano, professor da Universidade Federal de Pelotas, líder do Grupo de Pesquisa Políticas dos corpos, Cotidianos e Currículos (POC’s-UFPel) e Coordendor do Centro de Memórias João Antônio Mascarenhas (UFPel, UFES & Grupo Arco-Íris-RJ).
A parceria com o Ministério das Comunicações, do Governo Federal, por meio do Programa de Inclusão Digital, contribuiu de forma significativa para o fortalecimento da infraestrutura do Museu Movimento LGBTI+. Em novembro de 2025, foram doados computadores destinados à estruturação do atendimento a pesquisadoras e pesquisadores, bem como à comunidade LGBTI+ interessada no acesso ao acervo do museu.
Essa iniciativa foi fundamental para o fortalecimento da inclusão digital no espaço do Museu Movimento LGBTI+, ampliando o acesso à informação, à pesquisa e à memória, além de qualificar as condições de atendimento ao público e de desenvolvimento das ações educativas, culturais e de preservação da história do movimento LGBTI+.
A parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por meio do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia, foi fundamental para o fortalecimento institucional do Grupo Arco-Íris. Em 2021, essa articulação possibilitou a conquista do imóvel de quatro andares destinado à sede do Grupo Arco-Íris, marco estratégico para a consolidação de seus programas e ações.
A partir dessa conquista, o Grupo Arco-Íris passou a abrigar, de forma integrada, seus diversos programas, com destaque para o Museu Movimento LGBTI+, que inaugurou, no mês de março, seu espaço físico no segundo andar do prédio cedido. O museu conta com área expositiva, espaço destinado a pesquisadoras e pesquisadores, centro de documentação, reserva técnica e ambientes distribuídos pelos quatro andares do imóvel, possibilitando a realização de ações de educação museológica, atividades formativas, encontros, pesquisas e ações culturais.
Essa parceria representa um avanço significativo na garantia do direito à memória, à cultura e à cidadania da população LGBTI+, ao fortalecer políticas públicas de enfrentamento à LGBTIfobia e de valorização das trajetórias, lutas e conquistas do movimento no estado do Rio de Janeiro.
A parceria com o Coletivo GENMA foi realizada no período de 2022 a 2023, no contexto da realização das mostras itinerantes e da exposição “Amor e Luta”, com foco no fortalecimento das ações educativas, formativas, de acessibilidade e inclusão do Museu Movimento LGBTI+.
O Coletivo GENMA é uma organização sem fins lucrativos, com atuação nos campos da gestação e da nutrição museológica, desenvolvendo metodologias voltadas à educação museal e à mediação cultural.
No âmbito dessa parceria, foram desenvolvidas as seguintes ações:
Essa parceria contribuiu para a qualificação das práticas educativas do Museu Movimento LGBTI+, em consonância com os princípios da museologia social, comunitária e inclusiva adotados pela instituição.
A parceria com a University of St Andrews, iniciada em 2023 e mantida até os dias atuais, insere o Museu Movimento LGBTI+ em um contexto internacional de cooperação acadêmica, institucional e cultural.
Essa cooperação se materializa por meio do apoio da universidade a projetos de estruturação do museu e iniciativas acadêmicas, contribuindo diretamente para:
A parceria institucional no campo da memória com a Aliança Nacional LGBTI+, iniciada em 2023 e em curso até os dias atuais, tem papel estratégico na ampliação nacional das ações do Museu Movimento LGBTI+.
A partir de 2024, essa cooperação se estrutura por meio do projeto Amor e Luta – Arte, Cultura e Memória LGBTI no Rio de Janeiro, financiado por emenda parlamentar da deputada federal Jandira Feghali, executado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
No âmbito dessa parceria destacam-se:
A parceria com o Empório Almir França, iniciada em 2002 e mantida até os dias atuais, constitui um dos vínculos mais duradouros no campo da Arte e Cultura Transformista e da preservação da memória estética e cênica do Movimento LGBTI+.
Essa parceria envolve:
A parceria com a Musas Projetos Museológicos, desenvolvida exclusivamente nos anos de 2022 e 2023, foi determinante para a passagem do Museu Movimento LGBTI+ da concepção à prática museológica estruturada.
Nesse período, a Musas atuou diretamente na organização, qualificação e ativação de parte do acervo histórico do Grupo Arco-Íris, possibilitando:
A parceria com a Universidade Federal de Pelotas, por meio do Centro de Memória do Ativismo João Antônio Mascarenhas, teve início em 2016 e permanece ativa até os dias atuais, constituindo uma das articulações mais longevas e estruturantes da trajetória do Museu Movimento LGBTI+.
Ao longo desse período, a cooperação se materializou em diversas frentes:
Atualmente, o Centro de Memória do Ativismo João Antônio Mascarenhas segue como parceiro estratégico na estruturação do Museu Movimento LGBTI+ e integra o Conselho Gestor do museu, contribuindo para a definição de diretrizes conceituais, técnicas e metodológicas do programa museológico.
(2016 – atual)
A parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) iniciou-se em 2019 e permanece ativa até os dias atuais, sendo central para o amadurecimento conceitual, metodológico e técnico do Museu Movimento LGBTI+ enquanto um projeto de museologia social, comunitária e experimental.
Essa articulação ocorre no âmbito de projetos de extensão universitária com base na museologia experimental, bem como por meio de assessoria, consultoria e acompanhamento técnico em museologia, voltados à estruturação dos projetos do museu e à consolidação de suas políticas de preservação, documentação, difusão, educação museal, acessibilidade e participação social.
A parceria envolve: